quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Rock In Rio setembro/2011 - Dia 1

Aí aí, passou junho, que eu fui no show do tremendão, Erasmo Carlos, e foi bem foda, tipo, BEM FODA. Ele tocou as músicas que eu queria e tudo mais. Mas o público era mais velho e parado então perdeu um pouco a graça nessa parte.
Então temos um logo e vazio espaço de tempo, meu ingresso para os 3 primeiros dias já estavam comprados desde maio.



Até que finalmente, chegou o dia, 23 de setembro.
Corremos pro aeroporto fomos pra fila do check-in e.... "seu voo foi cancelado faz 2 meses" -  MAS O QUE? - porra, como assim cancelam um voo e não avisam? Pois é, mas eles dizem que avisaram, um e-mail que nunca chegou e uma chamada não atendida foram os motivos de eu comer boa parte dos meus dedos naquele dia.
Colocaram-nos na lista de espera do próximo voo pro Rio de Janeiro, se alguém atrasasse ou não aparecesse o lugar era nosso, se não, nunca chegaríamos a tempo. Esqueci que eu transpiro sorte por algum tempo e tentei procurar em outras companhias aéreas se tinha algum voo pro Rio de Janeiro, mas nada, todos lotados. O horário do voo da lista de espera chegou, passou 10 min, nos chamaram e fizeram o check-in. Uma família chegou enquanto fazíamos o check-in, perderam o voo, por mais ou menos 2 min. O comandante foi com a nossa cara e deu o lugar deles para nós. Parei de comer os dedos e esperei o lanche do avião, dedos não são tão bons assim. Demora MUITO pra chegar no Rio, mesmo de avião. Saímos as 8H e chegamos às 12H30Min.
A chegada do avião no aeroporto internacional Santos Dumont é a melhor paisagem que eu já vi. O sol faz a água do mar brilhar e a costa do Rio faz um contraste mágico, passa por cima de iates,  faz uma curva pra ver o oceano brilhando ao sol de novo e pousa tranquilamente em um aeroporto ao lado do mar e vocês que vejam algum dia, não sei descrever direito, mas é foda.
Chegamos no Rio de Janeiro, fomos para o hotel, tomei banho. O hotel oferecia uma excursão para o Rock In Rio, saindo as 14h, custando 50 ou 70 reais - CLARO, que eu não fui, era muito tarde eu estava indo especialmente para ver os shows entre as 18 e 20H - o hotel era muito longe e haveria muito transito, nunca chegaríamos a tempo de excursão, sem falar no preço.
Pegamos o metrô, algumas quadras dali, saindo da estação Cinelândia até a estação Ipanema/Gen. Osório. Descendo em Ipanema, logo na saída do metrô, uma fila pro ônibus rumo ao Terminal Alvorada, desse pegamos OUTRO ônibus para a Cidade do Rock.
Tinha uma fila única infinita chegando lá. Uma fila que não existia de verdade. Mas esperamos nela mesmo assim. Por horas.

Fila "única" que não existe

Quase 2 horas depois de chegar na fila, chegamos na parte de verificar se as pessoas tinham ingresso - varias fileiras formando filas de verdade separadas por grades - quando descobrimos que a fila não existia e podíamos simplesmente ter chegado lá direto nessa parte. Depois de verificar os ingressos, andava mais um pouco e era a revista - outras filas formadas pro grades. Depois da revista andava mais um pouco e tinha mais umas grades aleatoriamente no meio do caminho. Depois das grades, finalmente, o lugar de validar os ingressos e estávamos na Cidade do Rock. Fiquei hipnotizado pela entrada, com os postes estilizados e porque tinha chegado até que enfim, por um tempo. Tentamos ir na roda-gigante, mas ela fechou pouco depois de entrarmos na fila, devido aos fortes ventos (ou por preguiça talvez). Almocei um temaki, a comida com menos fila e que eu mais gostava que tinha e corri pro Palco Sunset, ignorando todas as outras coisas, pois o 1º show que eu queria ver devia ter começado. Mas não tinha. Fui por entre a multidão e quando acabou o show da Sandra de Sá e Bebel Gilberto, eu estava na grade, esperando o The Gift e o The Asteroids Galaxy Tour. E os shows estavam todos atrasados no Sunset, mas no Palco Mundo não.
O The Gift abriu o show com RGB, a música que eu queria ouvir deles.

(Sei lá quem são essas pessoas que saem aleatoriamente nas fotos)
Quando passou cerca de metade do show do The Gift + The Asteroids Galaxy Tour, começou a queima de fogos pela abertura do Rock In Rio. E eu não sabia o que ver. Fiquei virando a cabeça pros dois lados até ficar tonto. Então mais algum tempo depois, o show do Palco Mundo começou e era o outro motivo de eu ter ido. Os primeiros artistas, convidados, não fazia muita questão de ir ver, continuei vendo o The Gift + Asteroids, mas ai começou Paralamas do Sucesso + Titãs e todos os motivos de eu ir no dia estavam tocando simultaneamente o que fez tudo ficar o ápice da indecisão. Ver bandas que eu gosto, na grade, ou ver bandas que eu gosto MAIS, de longe. Acreditei que o show do Palco Sunset estava pra terminar e fiquei por lá, torcendo para não tocarem as que eu mais queria do Titãs + Paralamas. O show no Sunset terminou com a melhor do Asteroids, Golden Age. E foi um show foda. Corri pra ver o Palco Mundo, não perdi tanto.
O Paralamas do Sucesso + Titãs tocaram as músicas que eu TINHA que ver ao vivo em sequência praticamente. E essas 4 bandas fizeram o meu dia e fizeram valer o preço do ingresso.
Fui comer, o Rock In Rio tinha filas infinitas pra tudo, desde brinquedos e guarda-volume, até comida. E eram muitas opções. Mas fiquei na fila do cachorro-quente. Passei o show da Claudia Leitte na fila e me perdi pela Cidade do Rock enquanto comia. Vi umas 2 músicas da Katy Perry inteiras e me perdi pela Rock Street. Vi quando o povo vaiou, quando o convidado da Katy Perry escolhido do público disse que vinha de Sorocaba - São Paulo, mas só ouvi ele falar "São Paulo".
Assim que terminou o show do Elton John resolvemos ir embora, mas antes, compramos algumas lembranças, não queria carregar coisas nos outros dias. Ir no mesmo dia de viajar, acordando cedo e correndo o dia inteiro foi péssimo pra aproveitar o primeiro dia do festival. Mas foi um dia foda mesmo assim.

Eu-cabelo indo embora

(roubei todos os videos do youtube)


Difícil mesmo foi ir embora, ir até o fim da fila, fila pro ônibus pro Terminal Alvorada, Ônibus do Terminal Alvorada pra algum lugar aleatório perto do hotel, taxi até o hotel. Isso demorou algumas horas também.

Continua...



Rock In Rio dia 1
Dia : 23 de setembro de 2011
Onde : Cidade do Rock - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Venda por: Ingresso.com

Preço: 4 - (Barato e parcelado pra um festival)
Ingresso: 10+2 - (Tão foda quanto o do Paul McCartney)
Organização: 6 - (Super lotado, demora pra entrar)
Local: 7 - (A Cidade do Rock é foda, porém venta muito e falta um planejamento final pra chuva)
Público do dia: 6 (Inventaram uma fila a mais porra)
Dificuldade: 6 a 10+1 (Depende do palco e da atração )
Vista do palco no setor: 4 a 10 (Depende do palco também)


*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paul McCartney maio/2011

Voltei do show do Iron Maiden melhorzinho, mas, depois, como todos os meus fins de abris e maios é a época que tem tendência à acontecer coisas ruins, todo tipo de cosias ruins podem acontecer nessa época, nas outras não porque eu nasci virado pra lua e é uma coisa mágica.
Fiz uma cirurgia no nariz pra começar a usar ele, porque eu nunca tinha usado ele. E tive que ficar sem fazer quase nada por 1 mês. Dia que eu podia voltar: 25/05, mas uns dias antes não faria mal eu ir em um show.
Não consegui comprar o ingresso do 1º dia de show, os ingressos esgotaram e eu estava em aula acompanhando pelo celular - foi dramático e eu gritei com as pessoas do nada - mas consegui comprar o do 2º show. Em uma segunda-feira, dia 23/05, seria o show do Paul McCartney no Rio de Janeiro que eu iria de excursão.
Me deixaram na "Cidade Universitária", onde o ônibus chegou e minha amiga se despediu desesperadamente brincando. Entrei no micro-ônibus, arranjei uma poltrona na janela que no fim as 2 poltronas ficaram pra mim.

("Minha" câmera é uma bosta pra shows e gosto de luas)

Foi uma puta duma viagem que eu notei que "uns dias antes" ainda era mal, demorou aaaanos pra chegar e eu dormi, acidentalmente, ouvindo músicas no meu celular que logo acabou a bateria. Acho que paradas de viagens deviam ter várias tomadas pra quem passar por lá usar, ainda mais nos dias de hoje que todo mundo precisa recarregar coisas o tempo todo. Mas não, aparentemente baniram as tomadas até dos banheiros, esses putos. Então fiquei obcecado em recarregar meu celular pra matar o tédio da viagem, e eu nem queria um celular no natal. E meu nariz zumbificado não deixava legal pra respirar ou conversar... ou pensar.

Chegando no Rio de Janeiro - que eu nunca tinha visitado - procurei favelas porque a graça de visitar as cidades é pelo menos ver os pontos turísticos ( Por exemplo, São Paulo = Cracolândia - que é realmente amarela igual na TV). Mas não vi nenhuma (decepção). Paramos em um posto e as pessoas já falavam carioquês e os motoristas não sabiam onde era o Estádio do Engenhão.
Beirava 15 ou 16 horas, eu não sei estava sem celular e as pessoas não usam (e não precisam) relógios hoje em dia, juntamos algumas pessoas da excursão pra ficarmos juntos.
As pessoas eram muuito legais. Fomos buscar os ingressos na bilheteria do ooooooooooutro lado do estádio com aquele sol infernal e nem um ambulante vendendo chapéus de palha no Rio - ponto pros paulistas - voltamos e entramos na fila.

(Melhor ingresso até o momento)


A fila tava legal, tinha uma sombra e o sol agora só irritava os olhos, mas era temporariamente tampado por outras pessoas. Conhecemos uma mãe e filha cariocas na fila que não falavam tanto carioquês (o que é chato e decepcionante³), a menina parecia ter uns 13 anos mas tinha 16, assim como eu tive que mostrar o RG pra provar que era menor. Bolachas, ameaças de abrir os portões, histórias e horas depois, entramos no Estádio do Engenhão. Sei lá o que rolou na entrada que desmanchou um pouco o grupo da fila, de qualquer jeito achei o grupo da excursão depois de entrar e fomos para a próxima fila de pessoas esperar o show e guardar lugar, perdemos as pessoas que conhecemos na fila.

Aí chegou, a parte mais difícil  de um show, aquele capítulo que sucede a fila e antecede o momento em que o artista aparece no palco, aquele momento sufocante, abafado, desolador e irrespirável de esperar o show começar, já no lugar de ver o show. Fiquei algumas horas parado atoa, depois de um tempo conseguimos sentar - incrível - e ficamos conversando e esperando eternamente lá, logo o oxigênio acabaria e teríamos uma morte rápida.
Foi então que eu pensei: "Porra, eu não almocei, não comi direito o dia inteiro, vivi de bolachas secas e com baixo teor calórico, eu vou desmaiar aqui antes da 3ª música" - porque é assim que eu sou, eu não engordo, mas se eu ficar sem comer direito eu falho, energia é toda da comida. Não sei se é psicológico. Passaram vendendo cachorros-quentes e compramos alguns. Realmente era um cachorro-quente, vinha um pão, uma salsicha, e saches de catchup e mostarda. Só. Não adiantou muita coisa, mas estava bom.
Passou mais um tempo e levantamos, pois o show estava perto de começar! Faltava o que? 2 horas?

Eis que surge algo que para muitos seria um inimigo, a PORRA da BOLA DO BRADESCO! Uma brincadeira pra passar o tempo, uma propaganda, algo para nos zuar ou uma esmagadora embaralhadora de pessoas? Uma bola gigante cheia de ar para as pessoas brincarem de passar a bola pela multidão, aliás uma não, DUAS DROGAS DE BOLAS! Uma preta e uma vermelha que espalhava a discórdia e a anarquia por onde passava. As pessoas pulavam pra tentar bater a bola para longe e embaralhavam-se os lugares e esmagavam-se pessoas. Eu fui pra 2 filas pra frente, depois voltei 1 fila pra trás. E foi assim até chegar a hora do show. Sugeriram estourar a bola, jogavam pro segurança levar embora, mas ele jogava de volta e o povo começava a xingar. Na minha opinião foi uma ideia boa se durasse até eu estar 2 filas pra frente de onde estava antes. Tudo isso à trilha sonora de músicas dos Beatles "abrasileiradas" com tango.

Mar de mãos se esmagando

Bom, ele apareceu, a lenda, o icônico baixista da banda mais aclamada na história, o Beatle favorito, o Macca,  a história que só um avô me contaria, um pedaço dos primeiros passos do rock. E eu fui ver e não tenho nem 17 anos ainda. Posso falar que eu perdi de ver o Dio, mas não posso falar que eu perdi de ver o Sir Paul McCartney, que na minha opinião, é o resumo dos Beatles.
Acompanhado de sua banda, um telão com imagens extremamente psicodélicas e tocando "The Magical Mistery Tour" - eu esperava que ele tocassem "Hello, Goodbye" mas agora acho que essa foi muito, muuuuito mais foda. Meus olhos travaram no palco e no telão.
Magical Mistery Tour foi seguido por "Jet" e imagens de aviões. seguida de All My Loving, Coming Up e  Got To Get You Into My Life. Não tem como negar que isso é um começo de show bem foda, e foi só o começo. 
"Let' Em In" eu não conhecia - péssimo - mas eu gostei demaaaais da música depois de ouvir no show."Blackbird" é uma das músicas que eu mais gosto dele e foi seguida por "Here, Today" que foi dedicada à John Lennon e foi um momento dramático do show. Marcante.

Quando tocou "Back In The U.S.S.R", eu já tinha pulado e cantado junto sem parar por 20 músicas. Pulei e cantei muitas vezes mais animado. Acabou a música e então, minha visão ficou preta - PUTAQUEPARIU senhoras energias, liguem meu olho e parem de tentar desligar meu equilíbrio. Sai andando, cambaleando e abrindo caminho entre as pessoas. Estava na 4ª ou 3ª fila da grade da pista normal, era um caminho longo até a clareira no meio do estádio, onde ficava o ar e os refrigerantes. Nem vi nada direito. Consegui sair da multidão de pé e comprei um refrigerante desesperadamente - não vendiam Coca lá dentro, acho que Coca vai ser uma exclusividade do Rock In Rio em shows - comprei um guaraná Antártica, extremamente gelado, bebi um pouco e deitei no meio da clareira para descansar um pouco. PÉSSIMA IDEIA não comer direito durante o dia - PORRA VOCÊ NÃO APRENDE? Já fiz isso mais de uma vez. 

Fiquei observando o céu e as estrelas ao som de "Let it Be", sentei e fiquei observando as pessoas em volta ao som de "Live and Let Die". Melhor sensação do show de todas, me senti extremamente tranquilo e leve, março, abril e maio foram uns putos de uns meses de "final de jogo" onde coisas ruins acontecem em sequência e tinha um certo stress. Crianças de 6 ~ 9 anos dançavam e pulavam "Live and Let Die", um casal de lésbicas se beijava apaixonadamente, o céu estava legal, uma brisa refrescante batia, meu 2º guaraná trincava de gelado e eu estava de bem com as coisas. Alguns minutos que foram como semanas de férias.

Acabou "Live and Let Die" resolvi voltar onde estava, o que é foda, porque as pessoas não querem uma pessoa entrando na frente deles quando se está nas primeiras fileiras. Um carinha não queria deixar eu passar e ficou olhando de cara feia, eu dei a volta, e consegui chegar num sub-sub-grupo do nosso sub-grupo da excursão que tinha se dividido com o oferecimento do Bradesco.
Fiquei por lá mesmo, 6ª fila se não me engano, ótima visão, sem empurra-empurra e raramente com cabeças. Ai acabou a primeira parte do show com "Hey Jude"

O primeiro "bis" tocou "Day Tripper", "Lady Madonna" e "I Saw Her Standing There" o que re-animou bastante as pessoas. Um carinha aleatório conseguiu subir em uma torre de iluminação e deu vários "olés" no segurança que o seguia. Rodou a camiseta, desviou e brincou com uns 3 seguranças que tentavam pegá-lo. O povo não sabia se prestava atenção no babaca ou se prestava atenção no Paul. Um pouco depois as pessoas começaram a xingar a vaiar o carinha, que desceu e deixou que pegassem-no

O segundo "bis" começou com Yesterday, com um coro geral da multidão que lotava o Engenhão. Foi seguido por "Helter Skelter" que foi foda e numa mistura de infelizmente com alegria por ouvir essa música ao vivo, o final, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band / The End", que também é uma das músicas que eu mais gosto. And in the end the love you take is equal to the love you make!

Paul imitou o "carioquês" várias vezes

Saímos do show, eu já tinha comprado minha camiseta oficial antes de encontrar os outros para esperar o começo do show, saímos do estádio, o que foi relativamente fácil perto dos outros shows, e sentamos lá fora esperando o ônibus e achar pessoas. E o mais IMPOSSÍVEL EM UM SHOW! Comprei DUAS COCA-COLAZINHAS por DOIS  REAIS! Qualquer bebida em shows tem que custar no minimo 3 reais. Antes, durante e depois do show, e quem sabe se possível, um dia depois do show. Conseguimos entrar no ônibus.

Viajem foi tranquila, entendiante, desconfortável e demorada. Sem bateria no celular e dessa vez voltei só com uma cadeira na van, o que não foi um problema, porque durmir em 2 cadeiras é igualmente desconfortável e a pessoa que me acompanhou era muito legal, apesar do nome e de eu estar zuado de respiração.
Cheguei em Londrina a tarde no outro dia e fiquei ouvindo Paul McCartney por umas 3 semanas sem parar.


(roubei os dois videos do youtube)


Paul McCartney
Dia : 23 de maio de 2011
Onde : Estádio do Engenhão - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Setor : Pista comum
Local no setor: 3ª à 6ª fila da grade direita e centro
Venda por: Ingresso.com

Preço: 6 - (Não exatamente barato, mas vale a pena)
Ingresso: 10+1 - (Ingresso FODA)
Organização: 8 - (Menos 2 pontos com oferecimento do Bradesco)
Local: 8 - (Engenhão é legal, tem infraestrutura e espaço)
Público: 10 (Nah todos fodas)
Dificuldade do setor: 8 a 6 (Dificuldade normal de pista)
Vista do palco no setor: 6 a 8 (Pista VIP gigante fode um pouco)


*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil

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sábado, 23 de julho de 2011

Iron Maiden março/2011

Porra, todo ano vai no show do Iron Maiden é? Não, 2010 não teve um show do Iron Maiden e foi difícil de esperar o próximo. Felizmente eles marcaram um show para março de 2011. Em novembro comprei uma assinatura do fã clube oficial, a mais barata pra sobrar pro ingresso e esperei a venda antecipada no mesmo mês. Também esperei um tal de FTTB (First To The Barrier) que te deixava entrar antes no show, mas nunca deu sinal de existir.
Planejamos teoricamente a viajem por meses, fiquei e desfiquei uma merda, fui em outros 2 shows e aconteceram vários causos enquanto eu esperava. Quando chegou a semana do show eu estava um lixo, melhor que um show do Iron Maiden pra me deixar melhor? Difícil.


Fomos pra São Paulo de carro e chegamos no Morumbi por volta das 3H e 30min do dia 26 de março, já no dia do show. Estacionamos, tiramos as coisas do carro, jogamos coxões de ar no chão da fila e ficamos lá das 4:30 da manhã até amanhecer.
Comi umas bolachas e  conforme o sol foi aparecendo tampamos ele com a lona de nossa barraca, formando inicialmente uma espécie de vela. O povo foi aparecendo, todo mundo meio durmindo, meio quieto, menos um grupo mais à frente na fila e um deles em especial, que não parou de gritar e torcer até a hora do show. Cantava as músicas, gritava "MAIDEN" e torcia como se fosse - e talvez fosse mesmo - de uma torcida organizada. Legal. Depois morre no começo do show e não sabe porque. Durante a fila eu tento economizar o máximo de energia possível, porque o importante é ficar de pé o show inteiro.
O sol foi tomando conta do lugar e o muro já não servia como sombra, transformando nossa "vela" em uma "teto" ou uma tenda, não sei como chamar. Começas a conversar, convidar as pessoas para a sombra e logo viramos amigos de um grupo de pessoas, que eu perdi contato porque o papel com o nome derreteu e eu sou enrolado demais pra procurar as pessoas, o que é meio triste, sempre perco contato com as pessoas que conheço em shows.
Busquei o ingresso, porque os vadios resolveram que iam tentar entregar as coisas no natal e eu não estava em casa, pra isso teria que pegar outra fila, mas não teria barraca para esconder do sol - eu morro no sol de verdade - fui atrás de um chapéu de palha que tinha visto venderem antes.
Já com o chapéu de palha, busquei o ingresso e voltei para o meu lugar debaixo do nosso "teto", compramos sorvete muuuito barato e muuuito bom, o carinha da torcida ainda gritava e torcia, um pouco mais cansado agora. Ficamos debaixo da tenda até a abertura dos portões, comi 2 cup noodles - pra ter energia pro show e FINALMENTE depois de 12 horas na fila num dia que NÃO CHOVEU EM SÃO PAULO! E fez um sol super foda e o povo se fodeu no sol enquanto eu vegetava na sombra.

Eu comendo Cup Noodles debaixo do "teto", no fim da tarde com amigos de show e meu chapéu de palha. (eu sou um monte de cabelo)


Ficamos mais umas 3 horas quase sem espaço na 3ª fila depois da grade esperando o show, essa é a parte mais difícil em shows na pista que, se for pista vip, você é burro se quer chegar cedo e ficar na frente, você fica sem espaço, sem ar, calor e nem começou a chegar perto da hora do show de abertura ainda. Sugiro pra quando entrar se qusier esperar na frente, sente-se, com um grupo de pessoas sentando também por segurança e espere sentado até a hora do show, leve um baralho barato (e não uma toalha), baralhos seriam muito úteis principalmente nesse momento. Em todo caso, paciência que faz parte. Você também pode olhar a paisagem:


O show do Cavalera Conspiracy começou, foi uma péssima ideia acompanhar as músicas pulando e, desculpe quem é fã mas, todas as musicas são meio iguais/parecidas. (AWAWAWBLABLABLARRRR MOTHAFUCKIN BLABLA - exemplo Inflikted: "Inflikted show no mercy mothafuckin wicked" ) Mas é legal.
Quando acabou o show de abertura já estávamos bem cansados e esmagados mas, ainda estávamos de frente para o palco e de tanto uns cabaços do lado direito da pista empurrarem, no repuxo acabamos no meio da pista de frente pro palco. Poooorra que legal! Engano meu. A "guerra" da pista do show tem o centro justo onde eu estava. Foda-se é Iron  Maiden. Eles apareceram e o povo "foi à loucura". Cotovelos esmagando até o meu 4º rim que eu nem tenho, 
Amigos do show foram sumindo no meio da "guerra" e eu já prestava atenção só no show, o palco tinha uma nave espacial e era decorado com estrelas e coisas assim, as músicas novas foram executadas com perfeição como era de se esperar e ai...
A fivela do meu coturno saiu, eu comecei a passar mal, fiquei com vontade de matar um filho-da-puta vestido de laranja que foi cortando o povo desde o fundo da pista e ainda pediu pra "parar de empurrar". Enfim, não comi direito durante o dia, porque eu não curto aprender as coisas antes da 3ª vez, e vi que não ia dar certo. Sai da "guerra" e descobri que a partir da 4ª fila de pessoas depois da grade tem ar, espaço e é fresco. A vista era a mesma, até melhor porque as cabeças não te tampavam e as pessoas não se empurravam, a vista da 4ª fila é melhor do que a da grade, você aproveita mais na 4ª fila do que na grade e vê do mesmo jeito. Ironicamente para chegar na 4ª  fila não precisava chegar cedo, sai da frente do palco e fui comer um cachorro-quente, consertar o coturno, beber guaraná - Qual é o problema de shows com a coca-cola? - e sentar um pouco. Tocaram The Trooper e  Blood Brothers - a qual dedicaram para as vítimas do terremoto no Japão e um tsunami em algum desses lugares que tem tsunami todo ano. Descansado, e com energia, voltei pra 4ª fileira, sem problemas, sem brigas e quando ia começar Fear of the Dark, dai pra frente foi tranquilo.
Ainda foi um dos melhores shows que eu já vi, apresentação impecável, superou a de Curitiba pelos efeitos. O vocalista, Bruce Dickinson, parou uma música pra dar uma bronca em alguém usando um laser da arquibancada e disse "fuck off" ou algo assim. E enfim uma apresentação do Iron Maiden sem nenhum problema e com tudo que eles podiam trazer. Estrearam uma "cabeça" do mascote Eddie gigante  nesse show, completamente surpresa e inédito.

Ainda na bagunça das primeiras filas

Acabou o show, comprei a camiseta oficial e um poster, perdi todo mundo, fui andando sem rumo, subi uma rua aleatória e achei o carro, mas ninguém lá, voltei pra procurar água, achei alguns, perdi outros, anotei o nome deles em um papel de pedágio que derrete, que derreteu. Voltamos no mesmo dia, um show bate e volta. Dormimos em algum posto, chegamos em casa e eu já estava bem melhor, o suficiente pra passar final de abril e maio. Nunca mais vi quem eu conheci nesse show, mas espero achar eles qualquer dia. E próximo show do Iron Maiden eu com certeza vou estar lá.





Iron Maiden
Dia : 26 de março de 2011
Onde : Estádio do Morumbi - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Pista premium
Local no setor: 2ª à 4ª fila da grade direita e centro
Venda por: LivePass

Preço: 4 - (A banda alivia os preços mas a puta da Livepass não dá meia pra vip)
Ingresso: 8 - (Normal, melhoraram o ingresso, muito desde 2009)
Organização: 9 - (Nada errado, eles tão aprendendo)
Local: 8 - (Morumbi perfeito para shows assim)
Público: 8 (Tem uns 4 ou 5 babacas que querem ficar na frente, mas o resto do povo é foda)
Dificuldade do setor: 10 e 5 (Boa sorte na grade, mas na 4ª fila é tranquilo)
Vista do palco no setor: 7 a 10 (Ironicamente na grade você vê menos que na 4ª fila)


*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Kate Nash fevereiro/2011

Paramore no domingo? Voltar pra Londrina passar terça, quarta e quinta aqui e voltar pra São Paulo pro show da Kate Nash. Prova de eu não ser "metaleiro" e só gostar de "rock pauleira" é eu ser fã de Kate Nash. Fomos de avião, ficamos no Formula 1 do lado do Cine Belas Artes e da Paulista e ficamos no camarote no show. Assim é foda hein, (e não tão caro, visto que passagens de avião na promoção são mais baratas que ir de ônibus e o Formula 1 é um preço justo, quanto mais pessoas, mais barato, e o camarote, no caso, não era tão caro assim.)


(Povo que curte ficar acordado de dia, vendo/troco câmera diurna)

HSBC Brasil é um lugar bonito, em um lugar escondido de São Paulo, não tenho a miníma idéia de como chegar lá de transporte público. Muito bom para shows, vista do camarote perfeita, atendimento perfeito, conforto perfeito.
Nunca tinha ido em um camarote, é foda, quer moleza em shows? Camarote! Tem comida, bebida, cadeiras estofadas, banheiros ótimos e sofás.
Conheci um casal que trabalhava com viagens, pedimos petiscos, frios, coquetéis - que eu não tomei - e heinekens - eu amo heinekens, fiquei até triste quando derrubei uma delas, aberta, no gelo derretido do balde de gelo - e pouco antes de começar o show pedi batata-frita com formato de smiles :) .


Show começou, ela entrou toda foda, parecendo maluca, tocou e cantou todas as músicas que eu esperava mais ver no show e então o povo lá embaixo, nas pistas, ficava em coro pedindo a música We Get On, ela tinha esquecido a música, disse que não lembrava a letra e nem como tocar. Carismática, isso não foi um problema, povo continuou insistindo, até que ela se rendeu e pediu ajuda pra cantar a música, que acabou sendo a mais foda do show. Segundo setlist que vejo mudarem no grito, na mesma semana, brasileiros tão de parabéns. É um show que eu repetiria várias vezes, assim como o do Iron Maiden. Posso dizer que é uma das bandas que eu mais gosto em shows.



Fim de semana, fui no Belas Artes que queriam fechar e no Comedians, o bar de comédia do Rafinha Bastos e Danilo Gentili, que é muito bom, engraçado pra caralho os stand-ups e o lugar foda. Quase esbarrei no Danilo Gentili que é muito, muuuuito alto, chega a ser estranho. E voltamos pra Londrina, próximo show só em março.





Kate Nash
Dia : 25 de fevereiro de 2011
Onde : HSBC Brasil - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Camarote
Local no setor: Centro
Venda por: Ingresso Rápido




Preço: 7 - Camarote relativamente barato
Ingresso: 9 - Papel ótimo, bonito, logo da Kate Nash
Organização: 9 - Muito bem organizado, nada errado pra mim
Local: 9 - Não muito grande, mal localizado, mas confortável e bonito por dentro
Público: 8 - Eu sei lá o público, os que eu conheci eram bem legais e o povo na pista era bem animado
Dificuldade do setor: 0 - Ahm camarote é outra coisa
Vista do palco no setor: 10 - Perfeita e não muito longe





*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil



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Paramore fevereiro/2011

Hmm, compramos o ingresso em dezembro, que por culpa minha, insistência em "não atrapalhar ninguém" e claro como sempre um sistema de vendas de merda, não deu pra comprar ingressos para a pista premium. Eu queria muito comprar a premium, afinal, era a banda que Ela mais gostava, alias, só ouvia Paramore e Bon Jovi. E eu gosto também.

(Não fui no Capital Inicial)

Tentei acordar cedo naquele domingo, e consegui, muuitas horas antes do combinado, estava em outra cidade, não queria atrasar. Me arrumei, tomei café da manhã, esperei um tempo - porque eu realmente tinha acordado antes demais. Fui  pra cidade dela, pouco antes do almoço - distância é psicológico, cidades são tipo bairros agora.
Enfim, depois de algum tempo de silêncio cheguei na cidade dela. Não via eles fazia umas 3 semanas - sim, muito tempo não? - conversamos, almoçamos, vi umas fotos enquanto esperava ela se arrumar, fiquei repetindo milhares de vezes se ela estava com os ingressos, R.G. e carteira de estudante. E fomos pegar o ônibus pra São Paulo. .-. .. .--.
A viagem foi bem quieta, ouvimos música, Ela dormiu, eu sei lá o que eu fiquei fazendo, não lembro, provavelmente fuçando meu celular novo. Chegamos na rodoviária do Tietê, estava umas pancadas de chuva fortes pra caralho. Aprendemos a ir pro Credicard Hall e entramos no metrô, em alguns muitos minutos já estávamos no trem que teríamos que pegar pra chegar lá e o sol estava se pondo, demorou pra caralho, ficamos vendo o pôr do sol e as capivaras no rio.


Muuuito tempo depois saímos do trem e fomos a pé.Olha a fila, aqui é a fila pra pista normal Sr. Segurança? Não, é aquela... Passa uma esquina de fila, outra esquina de fila, passa o estacionamento, vira outra esquina de fila, anda reto pra sempre e enfim no fim da fila. Eu estava com saudade de filas de shows, última fila foi no Scorpions em setembro do ano passado e filas de shows tem algo legal, não sei porque. Andamos um tanto, acabou a minha coca, Ela comprou uma camiseta, uma bandana e uma pulseira, andou a fila algumas vezes e resolvemos comer. Quase no fim da fila um dos seguranças veio avisar que não entraria nada de comida no Credicard Hall, eu estava comendo um bolinho, naquele momento eu vi todos os 30 segundos momentos que eu e o bolinho passamos juntos, aquele recheio de chocolate e a massa macia, doce e saborosa me encarando triste ofereci metade do bolinho pro segurança que aceitou. E depois ele também roubou nosso chocolate, que demos pra ele ABRIR aquele FILHADAPUTA SEM COSTUME ficou com a BARRA INTEIRA DO CHOCOLATE e a fila andou tanto que perdemos ele de vista, espero que queime no fogo do inferno. Paramos de andar e vimos que faltava menos de 10 pessoas pra chegar a nossa vez.(Adeus todo o resto das guloseimas que foram pro lixo)
Ouvi uma segurança me avisar que eu ia errar o caminho de entrar, porque meninos entravam por portas diferentes das meninas. E estávamos no Credicard Hall. Eu, Ela e o meu 2º bolinho que escondi no bolso, pra qualquer emergência.



Eu comi o bolinho claro. Enquanto Ela me puxava por entre a multidão, cortando o povo e chegando na grade. Era um bolinho muito bom. Chegamos na 2ª fila depois da grade.
O show não demorou nada,  - e realmente pular a parte mais difícil de um show (ficar esperando o começo do show na multidão) poupou muito cansaço - em pouco tempo já estávamos aproveitando o show da grade da pista normal, que, no Credicard Hall, tinha uma ótima vista do palco.
Bom, era o dia dela, a banda favorita dela, levantei ela algumas vezes apesar de não ter espaço pra isso e tentei cuidar dela o máximo possível, ajudar para que fosse o dia perfeito dela. A grade não estava tão difícil assim, mas mesmo assim cuidar das pessoas na grade de shows, sem cansar muitas vezes a mais, nunca deu certo. Aliás nunca deu certo de jeito nenhum, com exceção desse show, eu consegui ficar junto com ela o show inteiro.
Mas eis que parecia que as pessoas lá não tinham muito bom senso não, talvez pela maioria nunca ter ido em shows, mas não precisa forçar. As pessoas desmaiavam e o POVO NÃO SABIA O QUE FAZER! Caralho. Quando a pessoa cai no meio de uma multidão de pessoas pulando, você levanta ela ou pisoteia ela e não abre um espaço em volta e deixa a pessoa lá. Olhei pro carinha do lado, que tinha cara de ser menos babaca e gritei o máximo que a minha voz sem nariz conseguia gritar, pra levantar a menina. Seria fácil se todo mundo em volta ajudasse, mas 2 pessoas levantando uma menina que por acaso tinha umas pernas muito pesadas foi meio complicado. Complicado? Complicado seria se isso não tivesse acontecido DUAS vezes (seriam 3 se eu não tivesse muito longe da 3ª).
Em algumas partes do show puxávamos um coro, pedindo que tocassem My Heart, que não estava no setlist.  Com a insistência, conseguimos! Tocaram My Heart e foi um dos melhores momentos do show. Mudar o setlist no grito não acontece sempre.




Enfim, foi um show bem foda. Saímos, compramos camisetas oficiais - que desse show pra frente eu comecei a sempre comprar - compramos refrigerante de 5 reais, indispensável em shows e ficamos algum tempo descansando na grama em frente ao Credicard Hall.
Pegamos o metrô e apesar de eu querer muitíssimo ir pra Augusta no Inferno, me pediram para não ir. Fomos para a rodoviária do Tietê e passamos a noite lá, tomamos suco, água de coco - que é a melhor coisa pra se tomar depois de shows - jogamos um pouco no fliperama lixo que tem lá, ouvimos um pouquinho mais de música e tentamos durmir. Foda-se se eu durmi ou não, ela conseguiu durmir algumas horas. E nos despedimos por mais alguns dias.




Paramore
Dia : 20 de fevereiro de 2011
Onde : Credicard Hall - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Pista
Local no setor: Centro, grade.
Venda por: Tickets For Fun (sempre esgotando ingressos antes de dar tempo de comprar)




Preço: 5 - Preço normal
Ingresso: 7 - (Papel quase-bom, qualidade boa, bonito, pena que derreteu boa parte)
Organização: 9 - (Credicard Hall muito bem organizado, um dos melhores, se não for o melhor)
Local: 9 - (Muito bom lá dentro, sem chão zuado, bem nivelado, arejado pra um lugar fechado)
Público: 5 (Menos 2 pontos por serem cabaços que não ajudam os outros)
Dificuldade do setor: 8 (Rarr grade é foda, mas estava um pouco menos foda dessa vez)
Vista do palco no setor: 7 (Dava pra ver bem, não era tãaaao longe)





*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil



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sábado, 16 de abril de 2011

Janeiro/2011

Acabou 2010, novembro eu devo ter ficado no mínimo umas 60 horas no celular. Tirei os dentes inúteis do ciso,     passei de ano direto em física chutando, do jeito mais cagado da minha vida - tirei 63 de média e eu precisava de 62 - matei umas 3 semanas de aula, graças a eu ter feito tudo certo em setembro. Dormi os vários dias que eu precisava dormir.
Em dezembro fui para o interior de São Paulo, com saudades, passar 1 semana na casa dEla. Foi divertido, mas depois que eu voltei eu fiquei mal pra caralho. Greve de fome, greve de sono, greve de sair, greve de amigos. Fiquei um lixo por umas 2 ou 3 semanas.
 "Coração fodido, em reforma, desculpe-nos o transtorno. Voltamos as atividades normais assim que possível. Obrigado"
Natal, não pedi nada e ganhei um celular - que só chegou no fim de janeiro - e que agora eu não desgrudo dele. Ano novo fui ver fogos no lago, cartão postal  da cidade, foi bem foda e voou pólvora no meu olho, eu estava brincando com uma caixa de fósforos um pirralhino foi lá e pediu um fósforo, eu dei 1 fósforo que estava na minha mão e fiquei olhando - afinal ele não me pediu emprestado a caixa pra poder acender, pediu só 1 fósforo - depois me fizeram dar a caixinha de fósforos pra eles.

Janeiro eu não tinha o que fazer, fui passar uns dias em São Paulo - é de novo. Foi divertido, sai com uma amiga que eu não via desde julho de 2010, experimentei o lanche do Burger King, que a partir desse dia passei a chamá-lo de Açougue. A tia do açougue (bonitinha) me "chamou" pra ir no Inferno, eu disse que eu ia tentar ir e fui comer meu lanche com 1kg de carne, depois eu e minha amiga fomos ver Rapunzel (Enrolados) - que eu sou fã de Rapunzel e outras histórinhas dorgadas desde que eu nasci e ouvia a história em um disco - e ficamos vendo o Rafael (?) - carinha que fica tocando guitarra a noite na Paulista quase esquina com a Augusta em frente ao shopping.
Set list do dia, incluía o tema do Bob Esponja, bem legal! Ver o show desse carinha já faz parte das coisas obrigatórias de se fazer em São Paulo se for possível.
No outro dia, não deu nada certo, queria encontrar duas pessoas, uma (aquela impossível do show do Bon Jovi/ doida do show do Rush) não deixaram e a outra teve um problema de comunicação, que quando eu consegui falar com ela já tinha acabado o dia.
Na sexta eu fui assistir Gulliver, a menina do Inferno não estava atendendo no Açougue, dormi, andei por ai e fui ver o tal do Inferno de madrugada (estava num hotel na Augusta, 2 quadras pra cima do Inferno), fiquei pensando "entro ou vou durmir" um bom tempo, comprei uma cerveja, fui entrar bebendo a mulher da portaria disse que não podia entrar sem bebida - claro que eu já sabia, só queria ver se tinha putarias de R.G. - bebi e entrei.
Bem foda lá dentro, eu ainda estava meio pra baixo, "coração em atividade mas ainda em reforma". Não me diverti tanto assim, mas o lugar me deixou muito melhor, uma boate "de rock", com bandas tocando rock e DJs tocando rock, E O LUGAR CHAMA INFERNO! Passei a amar aquele lugar. Nem lembro que bandas teve, nem o google sabe. Não eram lá tão boas, mas os DJs colocavam umas músicas fodas. Devia ter levado mais dinheiro, só deu pra comprar 1 Heineken.



Voltei pro hotel meio "cedo" às 4 da manhã, na verdade porque eu só tinha 2 reais. Não dá pra comprar nem uma Itaipava com 2 reais e  no outro dia iria pro interior de São Paulo de novo, não por causa dEla, mas por causa do irmão dela e da namorada do irmão dela, que são meus amigos.
Fiquei umas 2 semanas lá e foda-se o coração, depois eu compro um novo. Foi bem divertido, teve o causo do caldo-de-cana, o causo do arco-íris na praça. Em resumo:

  • Tomamos Caldo-de-Cana de uma garrafa de Kuat no McDonalds
  • Fizemos guerras de bexiga d'água
  • Bebemos em uma mesa na praça daí uma hippie abriu o vinho pra gente, e ficou conversando chapada com meus amigos enquanto eu ria, Baianinha de Côco é ruim pra caralho, a hippie espalhou as moedas que a gente deu pra ela pela praça, idade da hippie é um mistério e ela tinha um filho que chamava arco-íris e tinha uma mochila rosa.
  • Levamos Ela colocar um piercing e ela disse que nem doeu, mas quase quebrou minha mão na hora que o carinha furou o nariz dela.
  • Ficaram bravos comigo porque eu morria atoa no Mario World (como se eu quisesse ganhar como se eu soubesse jogar Mario World)
  • Fiquei fazendo Ela beber água quando Ela ficou doente, acabei doente e descobri que se eu comer muitos doces - fizeram bolinhos de chuva *-* - e forçar 8 litros de água de uma vez só, as gripes morrem.
  • Descobri que chapéus são caros pra caralho (ah não isso foi em dezembro)
  • Tomamos chopp no shopping - estava muito bom - e fomos num "cinema 4D" que foi engraçado porque as coisas caiam da cadeira.
  • Minha amiga jogou meu pega-tazo no teto do curso do namorado dela. Deve estar lá ainda.
  • Algumas pessoas não sabem que macarrão na maioria das vezes se come só com molho e sem carne.

Voltei pra casa, fim das férias, minha melhor amiga ainda veio morar aqui nos últimos 4 dias de férias. Eu comecei a esperar de novo, porque em mais ou menos 20 dias teria mais 2 shows pra ir.


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Maria Gadú novembro/2010

Hmm, novembro, minha amiga disse que ia ter show da Maria Gadú e na verdade eu gostava fazia muito tempo. Então vamos né, tem uma música que chama "Laranja", muito boa, e eu amo laranja. É. Eu não sabia onde era o lugar de comprar o ingresso e, antes da aula, fui de ônibus atrás desse lugar, dei uma volta do caralho pra voltar 4 quadras da onde eu tinha saído. Mas tudo bem, comprei o ingresso, bonitinho e tal.


Ai vem a parte engraça, vi que uma outra amiga ia também e fui avisar que eu ia, pra gente se achar lá. Ela foi logo dizendo que por ser numa boate, nós não entraríamos sem um R.G. falso e que ela ia entrar com o R.G. da amiga dela. Eu disse "naaada, é um show, a gente entra de boa sem nada falso, e nem avisaram também. Show são de boa pra entrar." Ela continuou insistindo que nós não entraríamos. Ok, vamos ver então.
Muita gente odeia Maria Gadú, mas só ouviu Shimbalaiê e Baba, justo as que eu acho as "menos melhores' dela. O negócio é ouvir direito antes de falar algo.
No dia do show, chegamos lá umas 10 da noite e ficamos olhando a fila. Ninguém "menor". Foda-se né, não faz diferença. Segurança barrando várias pessoas. Ah, tudo bem, tenho que lembrar que nada da errado comigo nessas coisas. Minha amiga ficando desesperada que a gente não ia entrar, esperamos a fila acabar e fomos. E foi mais ou menos assim:
"Podemos entrar?"
"Menor?"
"É"
"Não!"
"Mas é só pra ver o show e não tinha um aviso que não podia entrar."
"Acompanhado dos pais só. E na verdade nem isso."
"Mas ele está passando mal e precisa dormir. A menina aqui está esperando esse show faz semanas."
"Ok, mas eu fico responsável por vocês, qualquer coisa vocês vão pra fora."
"Beleza. A gente só veio pra ver o show."
"Ah e vocês vão ficar na Área VIP."
Ok então né, sem identidades falsas, sem mentir, sem fazer escândalo. Entramos na boate que deve ter o segurança mais rigoroso que existe, só conversando de boa e melhor, ficamos na Área VIP HAH!
Depois de várias horas no tédio, porque o objetivo era mesmo ver o show e não beber, em respeito à poder entrar. Teve um show de abertura e depois de muitas horas de tédio. MUITAS HORAS DE TÉDIO. E minha amiga não falava nada e eu com sono. O show começou.
A Maria Gadú parecia o Leonardo DiCaprio, o show foi bom, ela não cantou Laranja e acabou que foi o 1º show que não tocou as músicas que eu mais queria ouvir. Acho que ela podia ter dado mais "valor" pro show, cantou poucas músicas, mas fez uma boa performance. Valeu a pena esperar. Só acabou muito rápido.

Acho que teria sido mais legal se eu estivesse com menos sono.

Bom, não vimos nossa amiga no show, fomos perguntar depois e ela estava toda revoltada porque o segurança "não foi com a cara dela" e não deixou ela entrar. Quem não ia conseguir entrar mesmo? Ficamos zuando ela um tanto.  É o que eu digo né, R.G. é psicológico. Entrei no Strettos, com open bar, pro show do Paul Di'Anno e entrei no Escritório, boate famosa da cidade, pro show da Maria Gadú, sem nada falso. *Fuck Yeah!*


Maria Gadú
Dia : 5 de novembro de 2010
Onde : Escritório Social Club - Londrina, Paraná, Brasil
Setor : Área VIP
Local no setor: Térreo, extrema esquerda
Venda por: Ah nem lembro




Preço: 6 - (Até que foi barato)
Ingresso: 7 - (Tinha um ingresso bem legal, mas me deram uma pulseira *laranja* no lugar)
Organização: 9 - (Ah, não, menor em boate?)
Local: 7 - (Bonito lá dentro, palco podia ser um pouquinho mais alto)
Público: 8 (Povo arrumado é)
Dificuldade do setor: 4 (Ver um degrau pra cima, só faltou um lugar pra sentar)
Vista do palco no setor: 7 (As vezes entrava alguém na frente)





*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil



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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rush outubro/2010

Quarta foi o show do Bon Jovi, quinta foi meu aniversário e ME ABANDORAM - é, mancada isso - e sexta ia ser o dia do show do Rush. Bom, meu aniversário começou num show e acabou vendo filme de terror enquanto comia yakissoba. Sexta-feira eu não lembro o que eu fiz, devo ter dormido o dia inteiro. Enfim, compensando o Bon Jovi, chega de introdução.


Confesso que nunca ouvi muito Rush, não é uma das minhas bandas favoritas, e na época tinha experimentado menos ainda. Conhecia umas 4 ~ 8 músicas e na verdade elas ainda são as poucas que eu realmente gosto. Bom, fui na arquibancada do Bon Jovi, sobrou um pouco de dinheiro, estaria em São Paulo mesmo e me falaram MUITO bem dessa banda. Claro os caras são lendas, mas eu queria ter conhecido antes.
Fui de ônibus novamente, dessa vez minha única companhia era uma carrafa de coca, foi chato pra caralho, "durmi" no ônibus e enquanto estava entediado fiquei abrindo e fechando a garrafa de Coca-Cola. A querida Coca-Cola tinha acabado de lançar um novo tipo de tampinha, que convenhamos, é uma merda e se era pra deixar mais fácil de abrir, só atrapalhou - bom, minha mão esquerda ficou toda rasgada e fez uma mancha/calo que ficou por 1 mês. Depois de um tempo puxei conversa com umas pessoas que iam para o show também, uma mãe e um filho e mais umas pessoas, a mãe do garoto ficou toda impressionada por eu ir sozinho para o show e estar sozinho em São Paulo, foi engraçado.
Chegando lá não tinha o que fazer e não estava afim de inventar algo, fui comer, paguei 8 (OITO) FUCKING REAIS num lanche "australiano" (pão borracha + vegetais) e o preço de sempre (5 reais) num guaraná (ou era uma cerveja?).
Fui entrar, fiquei confuso e me mandaram pro lado da Arquibancada Vermelha Especial - porra, sou malandro, paguei pela  Arquibancada Vermelha normal e fui na Especial - nada, todo mundo foi na especial, não tinha Arquibancada Vermelha normal, provavelmente porque pessoas gastaram com feriadão, SWU e talvez Bon Jovi.
Estava comendo quando resolvi comprar um binóculo, pra ver se adiantava alguma coisa, o vendedor disse que "também era de Londrina", não sei se é verdade, e me deu um "desconto" de 25 reais.
Momentos antes de shows ficam 10x mais chatos quando você vai sozinho na arquibancada, achei que ia morrer de tédio, liguei pra uma doida ai e fiquei conversando com ela até o show começar.

O show começou pontualmente, com um filme envolvendo viagens no tempo, foda pra caralho, muito bem feito e engraçado e seguido da música The Spirit of Radio, que é uma das que eu mais gosto. Foi um show muito bom, executaram todas as músicas com perfeição - não que eu soubesse todas - tocaram quase todas as que eu gostava, o filme continuava de tempo em tempo e era muito engraçado, o palco era detalhado e AS LUZES, nenhum show supera o jogo de luzes do Rush.
Nunca na história desse país eu tinha visto um jogo de luzes tão FODA na minha vida, uma armação que parecia uma aranha, cheia de holofotes e efeitos, se movimentava acima da cabeça dos músicos.Aviso que shows do Rush podem causar convulsões/ataques epilépticos.
Eles pararam o show na metade, dizendo que precisavam usar o banheiro porque já estavam velhinhos, eu fiquei meio que "sério?", mas eles foram mesmo.
Na volta, outro pedaço do filme, a continuação do show e o clássico solo do baterista mais foda do mundo. (mas eu gosto mais do Kottak[Scorpions] e do Nicko [Iron Maiden] e daí que o Peart [Rush] é melhor?)
No dia a música que eu mais queria ouvir era Closer to the Heart, mas depois do show, Freewill acabou virando a minha favorita.

Waaaw cores, dorgas, luzes, viagem no tempo derp 



No fim, um pequeno vídeo em que 2 amigos invadiam, com passes falsos, o camarim do Rush para que o baixista, Geddy Lee, autografasse o baixo de um deles. Bem engraçado também. Eles podiam trabalhar de fazer filmes entre uma turnê e outra.

Luzes:

Peart:
Pedaço do filme:



Rush
Dia : 8 de outubro de 2010
Onde : Estádio do Morumbi - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Arquibancada Vermelha Especial
Local no setor: Meio.
Venda por: Tickets For Fun




Preço: 6 - (Arquibancada é barato²)
Ingresso: 8 - (Ingresso ótimo, boa qualidade²)
Organização: 10 - (Tudo perfeito - é o Morumbi né²)
Local: 8 - (Shows grandes é Morumbi²)
Público: 6 (Ahm, eram legais, povo diferente, normal. Diria talvez que tinha mais velhos.)
Dificuldade do setor: 3 (Arquibancada especial é pra relaxar um pouquinho mais perto)
Vista do palco no setor: 9 (Um pouquinho mais perto que a normal, vista do palco inteiro)





*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil
²- Mesmo "festival" do Bon Jovi


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quinta-feira, 31 de março de 2011

Bon Jovi outubro/2010

As 3 semanas que sucederam o show do Scorpions foram basicamente eu tentando não ficar ansioso enquanto tentava voltar a falar com quem eu queria levar desde que eu comprei o ingresso, discutia com uma (im)possível 2ª opção e  pensava em vender o 2º ingresso do show do Bon Jovi. Meu aniversário chegando, dois shows em uma semana, uma semana em São Paulo por minha conta e risco, comemorando meu aniversário do jeito que eu quisesse, sem parentes religiosos chatos, sem colégio, sem agradecimentos por presentes que eu não queria e comendo o que eu quisesse, acordando na hora que eu quisesse e indo onde eu quisesse.

Bom, voltando mais um pouco, em julho de 2010 em Fevereiro de 2010, eu e minha (melhor) amiga resolvemos juntar dinheiro para o próximo show, depois do show do AC/DC ter sido tão foda. Comprei um daqueles cofres de porco, batizado "Porco Laranja" (não ele não era azul óbvio), porque me pareceu engraçado.Fui colocando dinheiro nele aos poucos de fevereiro até julho. Deveria durar o ano inteiro mas o porco virou só meu e eu mudei o objetivo do dinheiro pra poder ir em 2 shows na mesma semana e pagar 3 ingressos sem discussões de terceiros.
O "Porco Laranja" foi sacrificado - destruído em vários pedaços por um martelo depois de sobreviver a várias estilingadas - no dia 30/07/2010 e ressucitado/mumificado algumas semanas depois em um tedioso fim de semana em agosto. Tinha R$399,95 dentro dele, boa parte em moedinhas. (que eu já roubei todas elas de volta e coloquei no sucessor do Porco Laranja). Perguntei se Ela queria ir, Ela  topou e comprei 2 ingressos para o show do Bon Jovi.
Como toda merda de agosto - em que coisas ruins são inevitáveis - parei de falar com Ela. Mas no fim, faltando 1 semana para o show deu "tudo" certo.

(roubei a foto e sei a fonte - não que eu não soubesse das outras)


Sai de Londrina de avião, sei lá quando, acho que foi nessa viagem que eu perdi o voo e torrei todas as milhas que tinham sobrado para uma próxima viagem, se não me engano cheguei naquela noite de terça por volta das 22. Fiquei na casa de um primo que tem como hobbie viajar (um motivo de ele ser foda), que ficou na casa só naquela terça e já viajou, deixando a casa só pra mim, dormi cedo, falhando em evitar a ansiedade.
Na quarta, acordei antes do despertador, me arrumei, peguei a carteira (com os ingressos), a maquina fotográfica e esqueci todo o resto e fui buscar Ela na rodoviária, no horário que tínhamos marcado. Cheguei um pouco atrasado e Ela não estava lá, fiquei extremamente preocupado se eu tinha atrasado demais ou se ela ia furar por algum motivo. Mas ela chegou. Não esqueço como, sem um motivo, cheguei no ponto máximo de ansiedade nesse momento, vacilei um pouco pra dar oi e fomos andar por São Paulo.
São Paulo é uma cidade foda, porque você tem coisas pra fazer em qualquer hora do dia das 10 da manhã as 6 da manhã. (São Paulo é um saco lá pelas 9 da manhã, ai você morre de tédio, de fome, de angústia etc.). Por exemplo, demos uma volta pela República, fomos na Galeria do Rock, ela comprou um coturno, ficamos ouvindo os mendigos cantarem em conjunto na Praça da República enquanto comíamos bolacha e fomos para o Morumbi.
Foi uma confusão do caralho pra descobrir qual ônibus ia pra lá, enfim, conseguimos e - inclusive - CONSEGUIMOS UM LUGAR PRA SENTAR! Ainda bem porque a "viagem" até o Morumbi parece que demora mais do que vir de Londrina (~500km). Mas fomos conversando, dando nomes às pessoas lá fora e dormindo, o que deixou muito mais fácil a viagem.
Chegando no Morumbi, ainda andamos um tanto pra achar a entrada da arquibancada, nenhuma fila, entramos lá já tinha começado o show de abertura com o FRESNO. Interessante porque levando em conta o espaço do Morumbi, quase ninguém foi no show deles. Povo lá embaixou começou xingando, eu comecei conversando e esperando o show como se não visse nada no palco, mas eu e o povo lá embaixo terminamos aplaudindo. Os caras realmente se esforçaram e conseguiram deixar as músicas deles MUITO melhores e mais pesadas, ganharam meu respeito e aposto que ganharam o respeito de MUITA gente lá.
Acabou o show do Fresno e ficamos morrendo de tédio um bom tempo, comemos mais uma bolacha, tiramos umas fotos - eu estava com uma cara de brisa do inferno, mas tudo bem que eu andava usando essa cara desde 2009. (2011 eu virei um pirata)
Show ameaçou de começar, o estádio já estava lotado, foi quando entrou no telão o vídeo que introduzia o show, a banda começou  e terminou o show com uma das 3 melhores performances em palco que eu já vi e O MELHOR jogo de imagens e efeitos para o telão que eu já vi.



O show não teve um momento baixo, TODAS as quase 30 músicas foram a grande parte do show, mas 2 músicas ainda conseguiram chegar um nível acima: Bad Medicine e Lay Your Hands on Me!
BAD MEDICINE! A música teve uns 12 min, uma das melhores músicas que eu acho e uma das que mais mexeu com o povo (ooHO SHAKE IT UP, just like a BAAD MEDICINE), e a música dava uma pausa pra tocar Pretty Woman e a curta Shout! pro povo participar um pouco e de volta Bad Medicine.
LAY YOUR HANDS ON ME! Ironicamente a MELHOR música do show foi quando o vocalista, Jon Bon Jovi, deixou o microfone para o guitarrista, Richie Sambora. Apareceram grandes vitrais de igreja no telão ao fundo, ele disse algo como "Eu sei que não é domingo, mas eu vou levá-los a igreja de qualquer jeito", com o ritmo "divino" de começo da música, e começou a cantar.
Eu não gostava tanto assim dessas 2 músicas, passaram a ser das que eu mais gosto.
O resto do show foi incrível ainda assim, tocaram todas as que eu mais queria, principalmente a balada I'll Be There For You e quando chegou meia-noite ou um pouco depois - já era o dia do meu aniversário - o BATERISTA TICO TORRES também faz aniversário no mesmo dia que eu, cantaram "Happy Birthday To You", foi foda.
Acabou o show depois de 2 BIS e quase 30 músicas em 3 horas de show, o maior show que já fui. Pegamos a linha especial de ônibus que fizeram para o show, e fomos embora meio zumbis, meio durmindo, eu mesmo não entendia nada que estava acontecendo durante a "viagem".


Sem dúvida alguma, Bon Jovi é um show que não pode perder de jeito nenhum, não gosto de dar "qualificações" para as bandas, mas eles estão junto com o Iron Maiden em "melhor perfomance ao vivo" pra mim. Pegamos a linha especial de ônibus que fizeram para o show e fomos embora.




Bon Jovi
Dia : 6 de outubro de 2010
Onde : Estádio do Morumbi - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Arquibancada Vermelha
Local no setor: Direita, meio.
Venda por: Tickets For Fun




Preço: 6 - (Arquibancada é barato)
Ingresso: 8 - (Ingresso ótimo, boa qualidade)
Organização: 10 - (Tudo perfeito - é o Morumbi né)
Local: 8 - (Shows grandes é Morumbi)
Público: 7 (Sei lá nem prestei tanta atenção, mas tinha de todo tipo)
Dificuldade do setor: 4 (Arquibancada é pra relaxar)
Vista do palco no setor: 8 (Palco inteiro o tempo todo mas de longe)





*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil



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quinta-feira, 24 de março de 2011

Scorpions setembro/2010

Eu não lembro o que foi de setembro, mesmo, acho que setembro foi o mês que eu fiquei fazendo tudo direito e  fazer direito as coisas faz você parecer um lixo, porém vale a pena depois.
Comprei o ingresso do Scorpions do nada, por um preço bem barato pra uma pista premium. De qualquer jeito compraria a pista premium, última turnê deles pelo Brasil antes da banda aposentar, não podia perder de jeito nenhum. Enfim, agosto, fora o show do Paul Di'Anno, foi uma merda, setembro eu esqueci pra sempre não deve ter sido muito interessante até o dia do show.



Legal, saímos de Londrina acho que no dia do show ou um dia antes (por precaução) de avião, em direção à Curitiba. Era a primeira vez que eu iria viajar de avião na minha vida, bem legal, entrei na minha como se não fosse nada, ouvindo música, bem tranquilo. Tirei umas fotos da janela, prestei atenção nos avisos de sempre. O avião subiu e realmente não é grande coisa, é rápido, dá uma pressãozinha na hora de levantar voô e depois você se sente como se estivesse parado com um barulho que eu não ouvi muito, voltei a ouvir minha música logo quando não era mais proibido. Bem legal viajar de avião, de Londrina à Curitiba se não me engano não foram nem 40 min. e ainda ganhamos uns amendoins com castanhas e mais umas coisas e um copo de coca. Bom, vocês tem internet e TV sabem muito bem que merda acontece na estrada todo dia mas no céu é bem difícil, então parem de frescura por medo.
Então agora entra na história novamente a camiseta branca do Van Halen, eu passei pra sair do avião meio curioso, cumprimentei o piloto e ele deixou eu entrar na cabine de comando, "ainda mais com a camiseta do Van Halen" - PUTAQUEPARIU ESSA CAMISETA ela não é tão legal assim, e por que é só o Van Halen?

(Eu segurando meu copo vazio de coca compulsivamente)

Chegando em Curitiba, no aeroporto e depois na rodoviária, foi meio difícil achar o hotel, era em uma das ruas paralelas ao calçadão - acho que 3 ruas pra cima - mas tinha um truque pra chegar lá, nem lembro mais. O hotel era legal, recomendaria se eu lembrasse o nome dele.
Dia do show, que na verdade mesmo, a Expotrade - lugar "reserva" onde seria o show - fica "fora" de Curitiba, em Pinhais. Fomos para o terminal, demorou pra caralho pra chegar. Procuramos qual era o ônibus que precisávamos pegar pra ir pro show, fomos pro show, demorou PRA CARALHO de novo.
Chegamos meio tarde a fila já era gigante, não víamos o começo dela - Ah foda-se meu ingresso é VIP essa fila deve ser da pista. Fomos até o começo dela e perguntamos, seria a mesma fila pra pista comum e pista VIP - Tranquilo dá na mesma. Fomos pro fim da fila, que já tinha ficado maior ainda e ficamos esperando um tempo. 
Povo na fila bem "na deles", uma família na nossa frente, um carinha sozinho e um casal atrás na fila. Porra que tédio. Ficamos assim no tédio um bom tempo, até que resolvemos usar uma lona que seria nossa capa de chuva, pra sentar na grama e comer algo, chamamos o carinha sozinho pra introsar e uns 3min depois a fila ANDOU! 
Andou uns 3 metros e parou. Só pra gente ter que levantar mesmo, sentamos de novo e continuamos a comer. Essa hora, a fila já fazia 2 curvas pra trás de nós, voltando até o começo da fila e voltando de volta até o fim do terreno.
Mais algumas ameaças de andar e a fila andou de verdade, entramos, ignoramos os sofás da área VIP e ficamos esperando, "guardando lugar" umas 7 fileiras de pessoas de distância do palco.O show ameaçou de começar: povo todo educado, ainda "na deles", respeitando lugar e tal. Fiquei até com uma má impressão de ir cortando as fileiras bem aos poucos, mas eu fui. 
O show começou, uma microfonia FODIDA, os artistas entram e começam a tocar e a correr pelo palco e SURPRESA, o som só saia da bateria  MUITO alto e das guitarras, o vocalista parecia que fazia mímica. Pessoal ficou tentando fazer gestos e vaiar pra avisar que estava fodido o som, parece que o retorno dele ainda funcionava. Ouvimos a música "Sting in the Tail" completamente instrumental, prefiro ver isso como um extra.
Consertaram o som e o resto do show foi foda - pelo menos pro lado direito da pista VIP (onde eu estava então foda-se o resto que não devia ouvir tão bem infelizmente) - tocaram as músicas que eu mais queria, fizeram acústicos, eu fui indo pra frente, até que travei atrás de duas meninas CHATAS PRA CARALHO que só sabiam falar de como o Kottak - baterista - era lindo e fazer histería, bom, elas eram meio gordinhas e portanto era como se o "mesmo espaço que dois corpos ocupam" já estivesse ocupado demais, Ai não deu fiquei por lá mesmo, 3 fileiras de pessoas longe de quando alguém da banda ia para a "passarela" que dividia a multidão da pista VIP.

(sou o de roupa preta   sou os cabelos que aparecem inteiros - sem faixa - quase no canto inferior esquerdo)

Todo o show foi incrível mas quem realmente foi o astro do show, pra mim, e por mais que as meninas tenham sido chatas  ficando histéricas por ele, tenho que admitir que a melhor parte do show foi o solo de bateria do Kottak. O chamado "Kottak Attack" é o ponto mais alto do show quando, acompanhado de um "filme" , o baterista faz um solo FODA. Para no meio do caminho, grita heys e em seguida a frase que marca o show:
"THREE WORDS: YOU KICK AAAAAAAAAAAASS!"
 levanta um copo de cerveja, manda o resto do povo levantar as cervejas ou as mãos também, e guia um coro de "SALUTE - TO - THE - SCORPIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONS!" e volta para o solo de bateria, acompanhado de novamente um "BRAZIL, YOU KICK ASS!", faz mais um curto solo, ainda foda - acaba, sobe na bateria, vira de costas e tira sua camiseta escrita "ROCK 'N' ROLL FOREVER" pra revelar a mesma coisa escrita tatuada nas costas.James Kottak, pra mim, é o verdadeiro Angus Young da bateria.

(imagem meramente ilustrativa)

O show acabou, perdi o carinha da fila que ficou sem fotos e fui embora no outro dia, de avião, que na próxima da próxima semana já teriam outros shows.





Scorpions
Dia : 21 de setembro de 2010
Onde : Arena Expotrade - Pinhais (Curitiba), Paraná, Brasil
Setor : Pista Premium
Local no setor: 3 filas longe do palco, direita.
Venda por: Disk Ingressos


Preço: 8 - (Barato pra uma Pista Premium de uma última turnê)
Ingresso: 6 - (O ingresso não era ruim mas ficaram com ele e me deram uma pulseira no lugar)
Organização: 1 a 2 - (Fila bagunçada, som deu pau, entre outros)
Local: 4 - (É melhor que a Interlagos, mas é pequeno demais. Uma merda de qualquer jeito.)
Público: 6 (Povo não tão social e não deixam mais divertido o show, mas são educados)
Dificuldade do setor: 6 (Tranquilo pelo público, mas estava bem difícil de chegar lá na frente)
Vista do palco no setor: 8 a 10 (Único problema é a altura do palco e as cabeças na frente)




*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil


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