terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paul McCartney maio/2011

Voltei do show do Iron Maiden melhorzinho, mas, depois, como todos os meus fins de abris e maios é a época que tem tendência à acontecer coisas ruins, todo tipo de cosias ruins podem acontecer nessa época, nas outras não porque eu nasci virado pra lua e é uma coisa mágica.
Fiz uma cirurgia no nariz pra começar a usar ele, porque eu nunca tinha usado ele. E tive que ficar sem fazer quase nada por 1 mês. Dia que eu podia voltar: 25/05, mas uns dias antes não faria mal eu ir em um show.
Não consegui comprar o ingresso do 1º dia de show, os ingressos esgotaram e eu estava em aula acompanhando pelo celular - foi dramático e eu gritei com as pessoas do nada - mas consegui comprar o do 2º show. Em uma segunda-feira, dia 23/05, seria o show do Paul McCartney no Rio de Janeiro que eu iria de excursão.
Me deixaram na "Cidade Universitária", onde o ônibus chegou e minha amiga se despediu desesperadamente brincando. Entrei no micro-ônibus, arranjei uma poltrona na janela que no fim as 2 poltronas ficaram pra mim.

("Minha" câmera é uma bosta pra shows e gosto de luas)

Foi uma puta duma viagem que eu notei que "uns dias antes" ainda era mal, demorou aaaanos pra chegar e eu dormi, acidentalmente, ouvindo músicas no meu celular que logo acabou a bateria. Acho que paradas de viagens deviam ter várias tomadas pra quem passar por lá usar, ainda mais nos dias de hoje que todo mundo precisa recarregar coisas o tempo todo. Mas não, aparentemente baniram as tomadas até dos banheiros, esses putos. Então fiquei obcecado em recarregar meu celular pra matar o tédio da viagem, e eu nem queria um celular no natal. E meu nariz zumbificado não deixava legal pra respirar ou conversar... ou pensar.

Chegando no Rio de Janeiro - que eu nunca tinha visitado - procurei favelas porque a graça de visitar as cidades é pelo menos ver os pontos turísticos ( Por exemplo, São Paulo = Cracolândia - que é realmente amarela igual na TV). Mas não vi nenhuma (decepção). Paramos em um posto e as pessoas já falavam carioquês e os motoristas não sabiam onde era o Estádio do Engenhão.
Beirava 15 ou 16 horas, eu não sei estava sem celular e as pessoas não usam (e não precisam) relógios hoje em dia, juntamos algumas pessoas da excursão pra ficarmos juntos.
As pessoas eram muuito legais. Fomos buscar os ingressos na bilheteria do ooooooooooutro lado do estádio com aquele sol infernal e nem um ambulante vendendo chapéus de palha no Rio - ponto pros paulistas - voltamos e entramos na fila.

(Melhor ingresso até o momento)


A fila tava legal, tinha uma sombra e o sol agora só irritava os olhos, mas era temporariamente tampado por outras pessoas. Conhecemos uma mãe e filha cariocas na fila que não falavam tanto carioquês (o que é chato e decepcionante³), a menina parecia ter uns 13 anos mas tinha 16, assim como eu tive que mostrar o RG pra provar que era menor. Bolachas, ameaças de abrir os portões, histórias e horas depois, entramos no Estádio do Engenhão. Sei lá o que rolou na entrada que desmanchou um pouco o grupo da fila, de qualquer jeito achei o grupo da excursão depois de entrar e fomos para a próxima fila de pessoas esperar o show e guardar lugar, perdemos as pessoas que conhecemos na fila.

Aí chegou, a parte mais difícil  de um show, aquele capítulo que sucede a fila e antecede o momento em que o artista aparece no palco, aquele momento sufocante, abafado, desolador e irrespirável de esperar o show começar, já no lugar de ver o show. Fiquei algumas horas parado atoa, depois de um tempo conseguimos sentar - incrível - e ficamos conversando e esperando eternamente lá, logo o oxigênio acabaria e teríamos uma morte rápida.
Foi então que eu pensei: "Porra, eu não almocei, não comi direito o dia inteiro, vivi de bolachas secas e com baixo teor calórico, eu vou desmaiar aqui antes da 3ª música" - porque é assim que eu sou, eu não engordo, mas se eu ficar sem comer direito eu falho, energia é toda da comida. Não sei se é psicológico. Passaram vendendo cachorros-quentes e compramos alguns. Realmente era um cachorro-quente, vinha um pão, uma salsicha, e saches de catchup e mostarda. Só. Não adiantou muita coisa, mas estava bom.
Passou mais um tempo e levantamos, pois o show estava perto de começar! Faltava o que? 2 horas?

Eis que surge algo que para muitos seria um inimigo, a PORRA da BOLA DO BRADESCO! Uma brincadeira pra passar o tempo, uma propaganda, algo para nos zuar ou uma esmagadora embaralhadora de pessoas? Uma bola gigante cheia de ar para as pessoas brincarem de passar a bola pela multidão, aliás uma não, DUAS DROGAS DE BOLAS! Uma preta e uma vermelha que espalhava a discórdia e a anarquia por onde passava. As pessoas pulavam pra tentar bater a bola para longe e embaralhavam-se os lugares e esmagavam-se pessoas. Eu fui pra 2 filas pra frente, depois voltei 1 fila pra trás. E foi assim até chegar a hora do show. Sugeriram estourar a bola, jogavam pro segurança levar embora, mas ele jogava de volta e o povo começava a xingar. Na minha opinião foi uma ideia boa se durasse até eu estar 2 filas pra frente de onde estava antes. Tudo isso à trilha sonora de músicas dos Beatles "abrasileiradas" com tango.

Mar de mãos se esmagando

Bom, ele apareceu, a lenda, o icônico baixista da banda mais aclamada na história, o Beatle favorito, o Macca,  a história que só um avô me contaria, um pedaço dos primeiros passos do rock. E eu fui ver e não tenho nem 17 anos ainda. Posso falar que eu perdi de ver o Dio, mas não posso falar que eu perdi de ver o Sir Paul McCartney, que na minha opinião, é o resumo dos Beatles.
Acompanhado de sua banda, um telão com imagens extremamente psicodélicas e tocando "The Magical Mistery Tour" - eu esperava que ele tocassem "Hello, Goodbye" mas agora acho que essa foi muito, muuuuito mais foda. Meus olhos travaram no palco e no telão.
Magical Mistery Tour foi seguido por "Jet" e imagens de aviões. seguida de All My Loving, Coming Up e  Got To Get You Into My Life. Não tem como negar que isso é um começo de show bem foda, e foi só o começo. 
"Let' Em In" eu não conhecia - péssimo - mas eu gostei demaaaais da música depois de ouvir no show."Blackbird" é uma das músicas que eu mais gosto dele e foi seguida por "Here, Today" que foi dedicada à John Lennon e foi um momento dramático do show. Marcante.

Quando tocou "Back In The U.S.S.R", eu já tinha pulado e cantado junto sem parar por 20 músicas. Pulei e cantei muitas vezes mais animado. Acabou a música e então, minha visão ficou preta - PUTAQUEPARIU senhoras energias, liguem meu olho e parem de tentar desligar meu equilíbrio. Sai andando, cambaleando e abrindo caminho entre as pessoas. Estava na 4ª ou 3ª fila da grade da pista normal, era um caminho longo até a clareira no meio do estádio, onde ficava o ar e os refrigerantes. Nem vi nada direito. Consegui sair da multidão de pé e comprei um refrigerante desesperadamente - não vendiam Coca lá dentro, acho que Coca vai ser uma exclusividade do Rock In Rio em shows - comprei um guaraná Antártica, extremamente gelado, bebi um pouco e deitei no meio da clareira para descansar um pouco. PÉSSIMA IDEIA não comer direito durante o dia - PORRA VOCÊ NÃO APRENDE? Já fiz isso mais de uma vez. 

Fiquei observando o céu e as estrelas ao som de "Let it Be", sentei e fiquei observando as pessoas em volta ao som de "Live and Let Die". Melhor sensação do show de todas, me senti extremamente tranquilo e leve, março, abril e maio foram uns putos de uns meses de "final de jogo" onde coisas ruins acontecem em sequência e tinha um certo stress. Crianças de 6 ~ 9 anos dançavam e pulavam "Live and Let Die", um casal de lésbicas se beijava apaixonadamente, o céu estava legal, uma brisa refrescante batia, meu 2º guaraná trincava de gelado e eu estava de bem com as coisas. Alguns minutos que foram como semanas de férias.

Acabou "Live and Let Die" resolvi voltar onde estava, o que é foda, porque as pessoas não querem uma pessoa entrando na frente deles quando se está nas primeiras fileiras. Um carinha não queria deixar eu passar e ficou olhando de cara feia, eu dei a volta, e consegui chegar num sub-sub-grupo do nosso sub-grupo da excursão que tinha se dividido com o oferecimento do Bradesco.
Fiquei por lá mesmo, 6ª fila se não me engano, ótima visão, sem empurra-empurra e raramente com cabeças. Ai acabou a primeira parte do show com "Hey Jude"

O primeiro "bis" tocou "Day Tripper", "Lady Madonna" e "I Saw Her Standing There" o que re-animou bastante as pessoas. Um carinha aleatório conseguiu subir em uma torre de iluminação e deu vários "olés" no segurança que o seguia. Rodou a camiseta, desviou e brincou com uns 3 seguranças que tentavam pegá-lo. O povo não sabia se prestava atenção no babaca ou se prestava atenção no Paul. Um pouco depois as pessoas começaram a xingar a vaiar o carinha, que desceu e deixou que pegassem-no

O segundo "bis" começou com Yesterday, com um coro geral da multidão que lotava o Engenhão. Foi seguido por "Helter Skelter" que foi foda e numa mistura de infelizmente com alegria por ouvir essa música ao vivo, o final, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band / The End", que também é uma das músicas que eu mais gosto. And in the end the love you take is equal to the love you make!

Paul imitou o "carioquês" várias vezes

Saímos do show, eu já tinha comprado minha camiseta oficial antes de encontrar os outros para esperar o começo do show, saímos do estádio, o que foi relativamente fácil perto dos outros shows, e sentamos lá fora esperando o ônibus e achar pessoas. E o mais IMPOSSÍVEL EM UM SHOW! Comprei DUAS COCA-COLAZINHAS por DOIS  REAIS! Qualquer bebida em shows tem que custar no minimo 3 reais. Antes, durante e depois do show, e quem sabe se possível, um dia depois do show. Conseguimos entrar no ônibus.

Viajem foi tranquila, entendiante, desconfortável e demorada. Sem bateria no celular e dessa vez voltei só com uma cadeira na van, o que não foi um problema, porque durmir em 2 cadeiras é igualmente desconfortável e a pessoa que me acompanhou era muito legal, apesar do nome e de eu estar zuado de respiração.
Cheguei em Londrina a tarde no outro dia e fiquei ouvindo Paul McCartney por umas 3 semanas sem parar.


(roubei os dois videos do youtube)


Paul McCartney
Dia : 23 de maio de 2011
Onde : Estádio do Engenhão - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Setor : Pista comum
Local no setor: 3ª à 6ª fila da grade direita e centro
Venda por: Ingresso.com

Preço: 6 - (Não exatamente barato, mas vale a pena)
Ingresso: 10+1 - (Ingresso FODA)
Organização: 8 - (Menos 2 pontos com oferecimento do Bradesco)
Local: 8 - (Engenhão é legal, tem infraestrutura e espaço)
Público: 10 (Nah todos fodas)
Dificuldade do setor: 8 a 6 (Dificuldade normal de pista)
Vista do palco no setor: 6 a 8 (Pista VIP gigante fode um pouco)


*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil

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