Paramore no domingo? Voltar pra Londrina passar terça, quarta e quinta aqui e voltar pra São Paulo pro show da Kate Nash. Prova de eu não ser "metaleiro" e só gostar de "rock pauleira" é eu ser fã de Kate Nash. Fomos de avião, ficamos no Formula 1 do lado do Cine Belas Artes e da Paulista e ficamos no camarote no show. Assim é foda hein, (e não tão caro, visto que passagens de avião na promoção são mais baratas que ir de ônibus e o Formula 1 é um preço justo, quanto mais pessoas, mais barato, e o camarote, no caso, não era tão caro assim.)
(Povo que curte ficar acordado de dia, vendo/troco câmera diurna)
HSBC Brasil é um lugar bonito, em um lugar escondido de São Paulo, não tenho a miníma idéia de como chegar lá de transporte público. Muito bom para shows, vista do camarote perfeita, atendimento perfeito, conforto perfeito.
Nunca tinha ido em um camarote, é foda, quer moleza em shows? Camarote! Tem comida, bebida, cadeiras estofadas, banheiros ótimos e sofás.
Conheci um casal que trabalhava com viagens, pedimos petiscos, frios, coquetéis - que eu não tomei - e heinekens - eu amo heinekens, fiquei até triste quando derrubei uma delas, aberta, no gelo derretido do balde de gelo - e pouco antes de começar o show pedi batata-frita com formato de smiles :) .
Show começou, ela entrou toda foda, parecendo maluca, tocou e cantou todas as músicas que eu esperava mais ver no show e então o povo lá embaixo, nas pistas, ficava em coro pedindo a música We Get On, ela tinha esquecido a música, disse que não lembrava a letra e nem como tocar. Carismática, isso não foi um problema, povo continuou insistindo, até que ela se rendeu e pediu ajuda pra cantar a música, que acabou sendo a mais foda do show. Segundo setlist que vejo mudarem no grito, na mesma semana, brasileiros tão de parabéns. É um show que eu repetiria várias vezes, assim como o do Iron Maiden. Posso dizer que é uma das bandas que eu mais gosto em shows.
Fim de semana, fui no Belas Artes que queriam fechar e no Comedians, o bar de comédia do Rafinha Bastos e Danilo Gentili, que é muito bom, engraçado pra caralho os stand-ups e o lugar foda. Quase esbarrei no Danilo Gentili que é muito, muuuuito alto, chega a ser estranho. E voltamos pra Londrina, próximo show só em março.
Kate Nash
Dia : 25 de fevereiro de 2011
Onde : HSBC Brasil - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Camarote
Local no setor: Centro
Venda por: Ingresso Rápido
Preço: 7 - Camarote relativamente barato
Ingresso: 9 - Papel ótimo, bonito, logo da Kate Nash
Organização: 9 - Muito bem organizado, nada errado pra mim
Local: 9 - Não muito grande, mal localizado, mas confortável e bonito por dentro
Público: 8 - Eu sei lá o público, os que eu conheci eram bem legais e o povo na pista era bem animado
Dificuldade do setor: 0 - Ahm camarote é outra coisa
Vista do palco no setor: 10 - Perfeita e não muito longe
*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil
Hmm, compramos o ingresso em dezembro, que por culpa minha, insistência em "não atrapalhar ninguém" e claro como sempre um sistema de vendas de merda, não deu pra comprar ingressos para a pista premium. Eu queria muito comprar a premium, afinal, era a banda que Ela mais gostava, alias, só ouvia Paramore e Bon Jovi. E eu gosto também.
(Não fui no Capital Inicial)
Tentei acordar cedo naquele domingo, e consegui, muuitas horas antes do combinado, estava em outra cidade, não queria atrasar. Me arrumei, tomei café da manhã, esperei um tempo - porque eu realmente tinha acordado antes demais. Fui pra cidade dela, pouco antes do almoço - distância é psicológico, cidades são tipo bairros agora.
Enfim, depois de algum tempo de silêncio cheguei na cidade dela. Não via eles fazia umas 3 semanas - sim, muito tempo não? - conversamos, almoçamos, vi umas fotos enquanto esperava ela se arrumar, fiquei repetindo milhares de vezes se ela estava com os ingressos, R.G. e carteira de estudante. E fomos pegar o ônibus pra São Paulo. .-. .. .--.
A viagem foi bem quieta, ouvimos música, Ela dormiu, eu sei lá o que eu fiquei fazendo, não lembro, provavelmente fuçando meu celular novo. Chegamos na rodoviária do Tietê, estava umas pancadas de chuva fortes pra caralho. Aprendemos a ir pro Credicard Hall e entramos no metrô, em alguns muitos minutos já estávamos no trem que teríamos que pegar pra chegar lá e o sol estava se pondo, demorou pra caralho, ficamos vendo o pôr do sol e as capivaras no rio.
Muuuito tempo depois saímos do trem e fomos a pé.Olha a fila, aqui é a fila pra pista normal Sr. Segurança? Não, é aquela... Passa uma esquina de fila, outra esquina de fila, passa o estacionamento, vira outra esquina de fila, anda reto pra sempre e enfim no fim da fila. Eu estava com saudade de filas de shows, última fila foi no Scorpions em setembro do ano passado e filas de shows tem algo legal, não sei porque. Andamos um tanto, acabou a minha coca, Ela comprou uma camiseta, uma bandana e uma pulseira, andou a fila algumas vezes e resolvemos comer. Quase no fim da fila um dos seguranças veio avisar que não entraria nada de comida no Credicard Hall, eu estava comendo um bolinho, naquele momento eu vi todos os 30 segundos momentos que eu e o bolinho passamos juntos, aquele recheio de chocolate e a massa macia, doce e saborosa me encarando triste ofereci metade do bolinho pro segurança que aceitou. E depois ele também roubou nosso chocolate, que demos pra ele ABRIR aquele FILHADAPUTA SEM COSTUME ficou com a BARRA INTEIRA DO CHOCOLATE e a fila andou tanto que perdemos ele de vista, espero que queime no fogo do inferno. Paramos de andar e vimos que faltava menos de 10 pessoas pra chegar a nossa vez.(Adeus todo o resto das guloseimas que foram pro lixo)
Ouvi uma segurança me avisar que eu ia errar o caminho de entrar, porque meninos entravam por portas diferentes das meninas. E estávamos no Credicard Hall. Eu, Ela e o meu 2º bolinho que escondi no bolso, pra qualquer emergência.
Eu comi o bolinho claro. Enquanto Ela me puxava por entre a multidão, cortando o povo e chegando na grade. Era um bolinho muito bom. Chegamos na 2ª fila depois da grade.
O show não demorou nada, - e realmente pular a parte mais difícil de um show (ficar esperando o começo do show na multidão) poupou muito cansaço - em pouco tempo já estávamos aproveitando o show da grade da pista normal, que, no Credicard Hall, tinha uma ótima vista do palco.
Bom, era o dia dela, a banda favorita dela, levantei ela algumas vezes apesar de não ter espaço pra isso e tentei cuidar dela o máximo possível, ajudar para que fosse o dia perfeito dela. A grade não estava tão difícil assim, mas mesmo assim cuidar das pessoas na grade de shows, sem cansar muitas vezes a mais, nunca deu certo. Aliás nunca deu certo de jeito nenhum, com exceção desse show, eu consegui ficar junto com ela o show inteiro.
Mas eis que parecia que as pessoas lá não tinham muito bom senso não, talvez pela maioria nunca ter ido em shows, mas não precisa forçar. As pessoas desmaiavam e o POVO NÃO SABIA O QUE FAZER! Caralho. Quando a pessoa cai no meio de uma multidão de pessoas pulando, você levanta ela ou pisoteia ela e não abre um espaço em volta e deixa a pessoa lá. Olhei pro carinha do lado, que tinha cara de ser menos babaca e gritei o máximo que a minha voz sem nariz conseguia gritar, pra levantar a menina. Seria fácil se todo mundo em volta ajudasse, mas 2 pessoas levantando uma menina que por acaso tinha umas pernas muito pesadas foi meio complicado. Complicado? Complicado seria se isso não tivesse acontecido DUAS vezes (seriam 3 se eu não tivesse muito longe da 3ª).
Em algumas partes do show puxávamos um coro, pedindo que tocassem My Heart, que não estava no setlist. Com a insistência, conseguimos! Tocaram My Heart e foi um dos melhores momentos do show. Mudar o setlist no grito não acontece sempre.
Enfim, foi um show bem foda. Saímos, compramos camisetas oficiais - que desse show pra frente eu comecei a sempre comprar - compramos refrigerante de 5 reais, indispensável em shows e ficamos algum tempo descansando na grama em frente ao Credicard Hall.
Pegamos o metrô e apesar de eu querer muitíssimo ir pra Augusta no Inferno, me pediram para não ir. Fomos para a rodoviária do Tietê e passamos a noite lá, tomamos suco, água de coco - que é a melhor coisa pra se tomar depois de shows - jogamos um pouco no fliperama lixo que tem lá, ouvimos um pouquinho mais de música e tentamos durmir. Foda-se se eu durmi ou não, ela conseguiu durmir algumas horas. E nos despedimos por mais alguns dias.
Paramore
Dia : 20 de fevereiro de 2011
Onde : Credicard Hall - São Paulo, São Paulo, Brasil
Setor : Pista
Local no setor: Centro, grade.
Venda por: Tickets For Fun (sempre esgotando ingressos antes de dar tempo de comprar)
Preço: 5 - Preço normal
Ingresso: 7 - (Papel quase-bom, qualidade boa, bonito, pena que derreteu boa parte)
Organização: 9 - (Credicard Hall muito bem organizado, um dos melhores, se não for o melhor)
Local: 9 - (Muito bom lá dentro, sem chão zuado, bem nivelado, arejado pra um lugar fechado)
Público: 5 (Menos 2 pontos por serem cabaços que não ajudam os outros)
Dificuldade do setor: 8 (Rarr grade é foda, mas estava um pouco menos foda dessa vez)
Vista do palco no setor: 7 (Dava pra ver bem, não era tãaaao longe)
*Preço: 10 mais barato - 0 mais caro
*Ingresso, organização, local, público, vista do palco no setor: 10 melhor - 0 pior
*Dificuldade do setor: 10 mais difícil - 0 mais fácil